A Geração Z no mercado de trabalho

A Geração Z no mercado de trabalho

O que procura a Geração Z num novo emprego, o que vê como a melhor forma de trabalhar e que adaptações uma empresa deve fazer para absorver e reter estes talento. São algumas das perguntas a que um estudo da Atrevia e da Deusto Business School, que desenhou o perfil da Geração Z como colaborador, dá resposta.

 

A Geração Z é o nome dado aos jovens que nasceram entre os anos 1994 e 2010 e, quando é desenhado o seu perfil como trabalhadores, verifica-se que são diferentes de gerações anteriores. Não querem só trabalhar num local estável e ganhar um bom salário, querem ter experiências, e quando pensam na empresa ideal, procuram uma que esteja próxima da sua maneira de entender o mundo.

Quando questionados sobre ideias de progressão de carreira, revelam que não querem chegar a directores, mas sim adquirir conhecimentos e experiências que os tornem uma referência. A formação, requalificação contínua e rotação funcional são mais importantes e procuram variedade, mudanças de função e projectos, com objectivos desafiadores e motivantes.

Longe de ser o meio de subsistência, o trabalho, para esta geração, é uma actividade motivadora que deve estimulá-los intelectualmente, aumentando a capacidade de superação e melhoria contínua. O que é mais importante quando analisam um novo emprego é a conciliação, o bom ambiente e o desenvolvimento pessoal, acima do bom salário ou até mesmo da notoriedade e ética da empresa.

Às empresas pedem bom ambiente, conciliação e desenvolvimento de carreira. Quanto ao empreendedorismo, 36,2% consideram ideal montar a própria empresa. 24,6% querem trabalhar por conta de outrem, 15,9% por contra própria e apenas 9,3% querem ser funcionários públicos. 14% admitem ainda não saber o que preferem.

Adaptação das empresas

Esta será a geração que vai alavancar o tele-trabalho e a flexibilidade horária. Por isso mesmo, também será necessário que as empresas adoptem novas formas de organizar o trabalho e medir a produtividade.

Além de dimensão cultural e igualdade de género, para ter equipas coesas será necessário que as empresas saibam desenvolver habilidades de liderança transgeracionais. A capacitação de managers para alinhá-los e sensibilizá-los para esta diversidade geracional será  a chave para a verdadeira mudança na Gestão de Pessoas.

A Internet e as redes sociais são os principais canais de comunicação da Geração Z, onde procuram emprego e formação, interagem  com marcas, empregadores e uns com os outros. Por isso, a Gestão de Pessoas vai ter de se tornar mais digital e com um diálogo contínuo.

Estes colaboradores são 100% digitais e sabem usar o poder da Internet. Podem ser aliados ou uma forte oposição a uma marca, online. A adaptação passa por alinhar os colaboradores com os valores corporativos. Só desta maneira poderão os empregadores criar um vínculo de compromisso com a empresa, que permitirá a integração de formas mais flexíveis de trabalho, para além de favorecer a retenção de talento.

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